A imprensa tradicional, que cobre o Brasil a partir e suas sedes no Rio de Janeiro e em São Paulo, já critica dura e regularmente o presidente Jair Bolsonaro e suas ações e falas estranhas. Nesses primeiros momentos, articulistas de fora das redações foram os primeiros, seguidos semanas depois dos colunistas. Então, entraram os editoriais. Se a tendência se mantiver, as manchetes contra o presidente se tornarão mais frequentes e mais fortes.
Essa mudança, que vem ocorrendo nos primeiros meses do terceiro ano de governo, entretanto, não alcança a área econômica. Nesse campo, as redações ainda protegem o ministro da Economia e seu projeto (que se resume a privatizações e reformas) que parece não contar com o entusiasmo nem apoio da presidência. A imprensa e o mercado fazem uma sólida defesa, por mais difícil que isso possa parecer.
A dinâmica política pode mudar esse quadro rapidamente.