Imprensa fecha os olhos para expansão descontrolada da posse e porte de armas

A imprensa brasileira (tradicional ou alternativa) não consegue dar aos fatos graves a dramaticidade que eles têm. A tradicional, por razões desconhecidas ou por receio de ferir interesses de seus maiores clientes e anunciantes. A alternativa, porque não tem a força e a penetração necessárias.

Um exemplo é o caso da ação do governo federal em relação às armas. Desobedece o Estatuto do Desarmamento, emite decretos que fere leis e desmonta sistemas de freio e de controle. O fato dramático é que, traduzindo tudo em termos práticos e objetivos, hoje há quase um milhão de pessoas ligadas a clubes de tiro e caça (ou ditos colecionadores) fortemente armados. O que aconteceu neste governo equivale a emitir porte de arma (não só porte) para mais de meio milhão de brasileiros. O Brasil é grande, mas este número também é.

Chega a preocupar especialmente o Superior Tribunal Eleitoral, que não permitirá porte de armas no dia da eleição.

Em dois dias, dois membros de dois CAC’s (caçadores, atiradores e colecionadores) atiraram em duas pessoas, alegando, de forma imprópria, legítimo defesa.

Um clima de ódio e radicalização tornam tudo mais grave e dramático. E a imprensa não se move.

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