O presidente da República Jair Bolsonaro atacou a imprensa mais de cem vezes durante os últimos doze meses, sendo que escolhe repórteres e colunistas como vítimas pessoais e a Folha de S Paulo e a Globo como empresas-alvo de suas agressões e ameaças. Indiretamente usou verba pública para reforçar a programação de anúncios nas concorrentes da Globo, Redes Record e SBT, e sugeriu aos consumidores que boicotassem as marcas que anunciassem na Folha.
Até o momento as reações têm sido moderadas e mesmo eventuais notas das entidades (como ANJ – Associação Nacional de Jornais e Abert – Associação Brasileira de Rádio e Televisão) não têm sido articuladas e suficientemente fortes.
Há duas possíveis explicações. A primeira é que esta é uma das primeiras vezes em que as maiores empresas não estão atuando em plena harmonia. A segunda explicação é que fica difícil criticar mais duramente o governo sem atingir a “agenda de Paulo Guedes” na economia e o projeto “Sérgio Moro” na Justiça.