A imprensa tradicional blindou o Banco do Brasil de notícias incômodas sobre uma operação de venda de títulos que fechou com um banco privado no valor de três bilhões de reais, em números redondos, por cerca de dez por cento do valor. As características do negócio aponta para algumas possíveis irregularidades. Como instituição pública, o BB não deveria fechar um negócio direto com um agente privado, mas fazê-lo através de algum tipo de licitação ou leilão. O argumento do negócio é frágil: o BB disse que não queria ter gastos com a cobrança dos títulos, ora o banco já tem toda a estrutura de agências e de pessoal para isso. Para completar a operação não tem qualquer precedente na história do Banco, esta foi a primeira vez, além de um deságio de noventa por cento, tudo indica, trata-se de uma desproporção.
Poucos dias depois que os blogs independentes noticiaram o fato, o presidente do Banco do Brasil renuncia. Interessa informar que tanto o ex-presidente que renunciou quanto o atual ministro da Economia, seu chefe, têm ligações histórias com o banco privado comprador dos títulos, o Banco BTG Pactual.
Coincidência ou não, tanto Banco do Brasil quanto o BTG estão veiculando campanhas publicitárias nos veículos da imprensa tradicional.