Imprensa tradicional insiste em interditar o debate e vai se tornando desnecessária e inútil na democracia

Nos dias recentes, dois partidos políticos lançaram programas de reconstrução e desenvolvimento para o Brasil, no momento em que um presidente foi eleito sem apresentar e sem debater um projeto e governa há quase dois anos sem também apresentar suas propostas de médio e longo prazo, suas diretrizes, suas orientações estratégicas. Neste vazio de ideias, o PDT – Partido Democrático Trabalhista, através de Ciro Gomes, ofereceu em forma de livro um Plano Nacional de Desenvolvimento. A imprensa tradicional praticamente ignorou, pouco noticiou, não fez análise, não debateu. Semanas depois, foi a vez do PT Partido dos Trabalhadores, que lançou um documento de mais de duzentas páginas com um Plano de Reconstrução Nacional. A reação da imprensa tradicional foi a mesma, silêncio e interdição do debate.

Para quem tem algum senso crítico e conhece as funções e a missão da imprensa numa democracia, a atitude da mídia (embora não surpreenda) provoca desconforto e até algum nível de revolta. Parece que a própria imprensa tradicional executa seu plano de tornar-se desnecessária e inútil para o trato das grandes questões nacionais. O que é uma pensa, porque a imprensa independente alternativa não tem seu alcance, nem seu fôlego.

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