Internet vira palco consagrador de mentirosos e criminosos

Está cada vez mais evidente uma convergência de pessimismo econômico injustificado entre os principais veículos da imprensa tradicional (Globo, Estadão, Folha e Veja) e a fração mais ativa e mais radical das redes sociais. Sim, o pessimismo é injustificado porque os números indicam bons resultados no crescimento do PIB, na queda da inflação, na redução do desemprego e na tranquilidade das contas externas. Se a conta fiscal desagrada, por ainda não ter números positivos, importa dizer que de boa fé eles não eram esperados a tão curto prazo, apesar do otimismo exagerado do governo.  O balanço geral é francamente positivo.

A situação lembra 2014-2015, quando os números não eram tão maus, mas o pessimismo foi aumentando e se alastrando até derrubar a economia e a presidente com impeachment. O tombo 2015-2016 foi enorme, e a própria presidente colaborou com uma politica de arrocho sem precedentes.

A colaboração da imprensa para a crise, alimentando o pessimismo de então, é inegável.

O fato novo agora é o protagonismo maior das redes sociais, uma máquina azeitada e competente apontada para destruir tudo, nada construir. E destruir inclusive a própria imprensa tradicional.

Estranho, mas verdadeiro: a imprensa apoiou a decisão do Congresso de impedir a criminalização das mentiras e outras ilegalidades na internet. Imprensa, redes e parlamento convergem para a mentira. 

A comunicação está virando terra de ninguém e palco consagrador de criminosos. E com apoio da imprensa e do Congresso.

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