Estados Unidos e Israel já estão pagando um preço alto por suas escolhas de guerra sem limite, sem regras, nem mesmo as regras da respeitada Convenção de Genebra, a que todos aderem e de todos tem simpatia. Não tem precedente o número que não para de crescer de mortes entre jornalistas e servidores da ONU. A frieza e a crueldade alcançaram níveis incomuns (mesmo em guerras) e a opinião pública mundial está tendo lições inesperadas de geopolítica que salpicam o vermelho do sangue nas telas de TV e dos computadores e celulares. A mentira não se sustenta mais como no passado, e parece que Israel e EUA não são sensíveis à opinião pública. A imagem de ambos está sofrendo desgaste rápido e profundo.
A imprensa no mundo inteiro sempre foi mais que simpática a estes dois países, mesmo quando seus erros e pecados eram graves. A edição das notícias e o controle da opinião sempre os poupou da crítica mais funda. Mesmo agora, por estes dias, os editores se empenharam e enviesaram a notícia, o contexto, a análise e a opinião. Não funcionou desta vez.
A mentira e a hipocrisia foram grandes demais: é a própria imprensa que está exposta e sofrendo um desgaste talvez irreversível.
As TVs por assinatura pagam, entre os veículos, o preço mais alto, em função de estarem especialmente expostas.