Dia 9 de junho o jornalista Jânio de Freitas completa 90 anos de idade e em atividade. Deu entrevista ao Poder 360, onde afirmou: “O jornalismo segue necessariamente o nível de cultura política de cada país. Nos países mais desenvolvidos ele é incentivador, é promotor dessa cultura. E nos países não desenvolvidos, que é o nosso caso, o jornalismo fica sujeito a muitos condicionamentos políticos, econômicos, de desenvolvimento profissional. Isso resulta numa contribuição muito oscilante da mídia em geral e particularmente da televisão, muito mais contida do que o jornalismo impresso. E também há uma contenção grande por uma série de circunstâncias. O mercado de trabalho estreito para o jornalismo retém muito o jornalista, imensamente, com medo da perda de emprego. Há a vontade de fazer carreira, a dúvida sobre a sua continuidade na profissão, as ondas de demissões. Isso tudo pressiona os integrantes das redações. Ainda que não se possa dizer que é isso que reprime a liberdade das redações, é uma pressão grande de retenção da atividade e do jornalista como ser humano e profissional. O número de jornalistas que avançam contra essa contenção, e vão a uma temática que não é a usual, é muito pequeno. Precisaria ser muito maior para que a mídia brasileira cumprisse o seu papel. Do meu ponto de vista a internet não tem a menor culpa na queda do jornalismo impresso. Essa responsabilidade cabe aos jornalistas.”