O Jornal Nacional desta segunda-feira, 6, trouxe o escândalo do contrabando de joias que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, o ex-ministro Bento Albuquerque e o ex-ajudante de ordens coronel Mário Cid (da presidência) com valor superior a dezesseis milhões de reais.
Algumas observações da perspectiva jornalística:
- O fato foi a manchete do JN, naquele momento inicial que se chama “escalada”, com os destaques;
- O fato foi também o primeiro assunto a ser tratado na edição, outra indicação de destaque;
- O fato mereceu nove minutos do começo ao fim, algo como um quinto de toda a edição;
- O fato não foi repercutido entre os membros do parlamento;
- A única autoridade entrevistada foi o ministro da Fazenda, a quem está subordinada a Receita Federal, explicando qual seria o procedimento correto; o ministro da Justiça é apenas citado;
- Como parece ser correto, ninguém da Receita Federal se pronunciou;
- Nenhum elogio ou reconhecimento foi feito da ação da Receita Federal e dos servidores, que resistiram a pressões para facilitar as coisas— isso mostraria a importância da estabilidade do servidor público.
A Globo agiu com agilidade, se comparar o caso presente com o que ela fez ao longo de quatro anos.