Não é comum que analistas políticos de sólida trajetória profissional façam comentários sobre questões psicológicas de homens públicos, mesmo ~aqueles que se encontram nas posições mais destacadas. Quando isso acontece é um sinal de que vários limites já foram esquecidos e o debate avança para áreas mais sensíveis e pessoais, embora decisivas. Ao longo dos primeiros dez meses do governo Bolsonaro, a crítica política parece ter esgotado seu estoque de crítica mais tradicional.
O colunista da área de política do jornal O Globo, o experiente Ricardo Noblat, usou seu Twitter pessoal para fazer uma crítica direta ao presidente da República Jair Bolsonaro, apontando sua “alma atormentada” e concluindo com uma sugestão evidente de que ele renuncie. Eis o texto:
“Que alma atormentada! Sente-se cercado de inimigos. Desconfia de todo mundo. Suporta um emprego que nunca acreditou que teria. É obrigado a decidir sobre assuntos que não entende. Tem sempre um revólver na cabeceira da cama. Por que não pede as contas e vai pescar?”.