Alguém já escreveu que um jornal se faz pelo esforço diário de centenas de pessoas, mas que é fundamental que pelo menos uma delas brilhe aos olhos do leitor, tocando-o, emocionando-o ou, preferencialmente, defendendo-o. Na jornal paulistano Folha de S. Paulo deste sábado brilha o jorna;lista Mario Sergio Conti, com seu artigo semanal. O articulista fala de vergonha, que ele coloca como um possível sentimento entre culpa e pudor, cita a vergonha de Adão e Eva e até o duplo uso da palavra na carta de Pero Vaz Caminha ao Rei de Portugal. E evolui para chegar ao conceito de vergonha coletiva. E fecha com chave de ouro seu texto com trechos da carta de um leitor.
O leitor escreveu à Folha pedindo desculpas à jornalista Patrícia de Campos Melo por ter votado num sujeito “sujo e covarde” e fechando assim sua carta:
“Tenho mãe, esposa, irmãs e, em breve, terei uma filha. E a última coisa que desejaria que acontecesse a elas é o que vem acontecendo com a jornalista.”