A imprensa tradicional brasileira costuma chegar atrasada na cobertura das crises dos países da América do Sul. Os casos mais recentes da Argentina, do Equador, do Peru e do Chile provam a tese e mostram que a grande mídia só faz cobertura quando os eventos se tornam agudos. Mesmo assim, conduzem o noticiário e a análise de forma pontual, rasa e parcial, deixando-se levar cada um pelo viés ideológico.
Por falta de condições objetivas, os veículos médios e pequenos não fazem também a devida cobertura e os brasileiros ficam sem elementos para fazer um juízo apropriado do que acontece na nossa mais estreita vizinhança.
Entretanto, mesmo na escuridão, aqui e ali, alguma luz se acende. Nesta terça-feira, o jornalista Reinaldo Azevedo, no seu programa “O É da Coisa”, na Band News, fez uma comparação entre o EXEMPLO DE SUCESSO do Chile e o DESASTRE do Brasil. O programa merece ser visto por profissionais de imprensa e por cidadãos brasileiros habitualmente desinformados.
E o programa ajuda a entender porque o brasileiro não se revoltou ou não se revolta, e joga alguma liz sobre discursos de esquerda e direita, aqui e lá.