José Simão estava certo: sobrou para o porteiro. Noticiário normalizou a iniciativa que parece absurda

Quando a notícia do Jornal Nacional sobre o depoimento do porteiro do Condomínio Vivendas da Barra envolveu o presidente da República nas investigações do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e seu motorista Anderson Santos, já no outro dia bem cedo, em seu programa de humor na Rede Band News FM, avisou: “Vai sobrar para o porteiro”. E sobrou. Como diz Simão, ele não faz humorismo, faz jornalismo.

A grande e tradicional imprensa noticiou que, por ordem do Ministro Sergio Moro, a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o porteiro. Apesar de a iniciativa parecer simplesmente absurda, a notícia foi divulgada amplamente sem qualquer tom ou nuance de questionamento ou crítica.

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