Os absurdos, escândalos e eventos com todas as indicações de crimes se multiplicam no entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro e a imprensa tradicional só agora, depois de quatro anos de silêncio e omissão, sem fazer jornalismo investigativo ou minimamente crítico e fiscalizador, só agora parece ter acordado, porque foi sacudida pela ação da Polícia Federal e por uma longa investigação do Supremo Tribunal.
Ao dedicar manchetes às descobertas, grandes e tradicionais jornais ainda estão acanhados e parecem especialmente cautelosos e delicados.
Esta é uma lacuna grave numa moderna organização social e política de um país da dimensão do Brasil.
Quando houve escândalos como mensalão e petrolão, e operações frágeis e ilegais como a LavaJato, a imprensa tradicional embarcou sem cuidados, entre irresponsável e criminosamente.
As diferenças são tão evidentes. A própria imprensa deveria explicar-se.