Os aposentados da base da pirâmide, aqueles que estão submetidos aos baixos valores de aposentadoria no Regime Geral da Previdência, com piso de um salário mínimo e teto de sete mil reais, acabam de receber outra prova do desprezo que lhes reservam as instituições.
Não basta que todas as últimas reformas e ajustes (com FHC, com Lula, com Dilma e com Bolsonaro) lhes tenham sido desfavoráveis, e só a eles, praticamente, pois militares e servidores do legislativo e do judiciário (a turma da parte de cima da pirâmide) sempre são poupados de ter que diminuir seus privilégios.
Agora, depois de anos de espera, foram (es)tapeados pela ação de um dos ministros da Suprema Corte, que empurrou para as calendas a chance de uma decisão que lhes permitisse a reposição de seus direitos. Quando a votação virtual estava decidida em favor dos aposentados (recalcular a aposentadoria), o ministro, 20 minutos antes do prazo final, impõe monocraticamente que a votação seja presencial.
Nenhum veículo da imprensa fez o mais mínimo jornalismo em defesa dos aposentados e do seu direito constitucional de razoável duração do processo.