Mudanças políticas, recessão e crise sanitária aguda alcançam todas as empresas de comunicação, não importa seu porte, não importa seu posicionamento editorial, não importa se são jornais, revistas, rádios, televisões ou blogs opinativos. As receitas despencaram em proporção muito maior do que a queda do PIB do ano de 2020 (que foi de exatos 4,1 por cento). As empresas anunciantes cortaram verbas de publicidade, eliminaram ou reduziram o tamanho e a frequência das campanhas ou resolveram anunciar diretamente via Facebook, Google e outras big techs que nem brasileiras são.
Jornais e revistas magrinhos. Rádio e televisão fazendo reprises e esticando notícias, comentários e análises e focando apenas em um ou dois assuntos (normalmente entre saúde, política e economia). Adiamento ou cancelamento de novos programas e projetos. Redução vigorosa da folha de pessoal, seja com demissão, seja com renegociação de contratos.
Profissionais de jornalismo viraram empreendimentos individuais e buscam alternativas criativas para se manterem atuantes e visíveis.
Não há no horizonte nenhuma perspectiva confiável de fim da crise.