Um gigantesco elefante entra na luxuosa sala onde há dezenas de pessoas reunidas. O elefante passeia por entre as pessoas, canta e sapateia de forma barulhenta e espalhafatosa, mas todos os presentes fingem que nada veem, nada ouvem, nada estranham.
Esta é uma descrição possível para a atitude da imprensa tradicional (e profissional) ante tudo que está sendo revelado pela liberação dos diálogos entre os membros da força-tarefa da operação lava jato do Ministério Público Federal e da Justiça Federal de Curitiba.
É rara (em tamanho) essa desfaçatez que alcança veículos importantes como Globo, Folha, Estadão e Veja e se desdobra na análise e na opinião de colunistas.