O falso rigor das previsões econômico-financeiras

Empresários, jornalistas, economistas de todas as tendências e preferências se entregam no começo do ano a fazer previsões sobre as taxas de crescimento do Produto Interno Bruto, sobre a taxa de inflação, sobre o índice da Bolsa de Valores e sobre a taxa de câmbio, para citar apenas os mais comuns. Estimam um valor para o fim do ano que começa e, à medida que os meses vão passando, vão ajustando essas estimativas. Infelizmente, a imprensa não faz com o devido destaque o cotejo entre o que foi previsto e o que aconteceu. Isso revelaria muito sobre os profissionais que fazem planejamento, cenários e consultoria.

O fato é que muito poucos acertam e ninguém acerta tudo. O mesmo resultado de uma loteria – que não é feita de previsões, mas de palpites.

O Banco Central mantém uma consulta semanal para câmbio, inflação e juros. Se se fizer uma análise dessas previsões, o resultado pode ser dramático. É o caso da previsão do crescimento do PIB, que na virada do ano estava em 3%, em setembro beirava 0,8 % e em dezembro “subiu” para 1,3%.

Essas previsões feitas pelas mais sofisticadas e caras equipes das maiores instituições bancárias do país sofrem oscilações de quase cinquenta por cento at´em períodos de sessenta dias. A imprensa ainda não colocou seu olho clínico neste tema.

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