Na tarde desta quinta-feira, a tv por assinatura Globo News, no programa Estúdio I, que vai ao ar de segunda a sexta das 13 às 16 os hs, sob comando da jornalista Andrea Sadi, profissionais vão encaixando seus “cacos” e “formando opinião” de maneira sutil.
Andrea Sadi, numa frase mais longa, encaixa um elogio em forma de aposto: “…Bolsonaro, um líder popular e carismático…”. Merval Pereira se alonga em argumentos para dizer das suas preocupações com o futuro, dadas as semelhanças entre os erros e abusos da Lava Jato e os procedimentos judiciais atuais do Supremo Tribunal Federal em relação ao Golpe para arrematar que se a Direita voltar ao poder, tudo se desfará e pode recuar ao momento anterior: a mesma coisa que aconteceu na Lava Jato. De passagem, o jornalista Otávio Guedes comenta trechos do documento do Procurador Geral da República: “… aqui na Globo News falamos tudo isso há dois anos”. E Sadi o repete quase literalmente. As afirmações surgem como fatos, ainda que não sejam fatos.
E assim vai passando a “mensagem”, ou a narrativa, quer dizer, atropelando fatos e o jornalismo. Formação da opinião pública pela repetição sutil, mas continuada de conceitos incertos, adjetivos imerecidos e análises enviesadas.
No programa jornalístico das 18 h, sob o comando de César Tralli, ele faz todo dia quase uma dezena de mini-editoriais em quase faz análises curtinhas e em seguida emite opiniões duríssimas, sempre na mesma direção e tendência.