O jornalismo vai mal, coitado.

A imprensa tradicional brasileira mostrou que tem alto poder de destruição. Destruiu a estabilidade da democracia ao liderar o processo de impeachment de uma presidente com base numa ridícula (e inexistente) pedalada fiscal. Manipulou um grupo de procuradores do Ministério Público e um juiz federal provinciano para acusar, julgar, condenar e prender injustamente e em tempo recorde um ex-presidente com um processo frágil, sem provas, para impedir sua candidatura. Assiste de camarote ao desmonte da máquina pública por seis anos. Aplaude a “venda sem pagamento” de ativos valiosos do país, fruto de décadas de investimento. Sim, a imprensa tradicional brasileira tem grande poder de destruição. A destruição que abriu espaço para negócios gigantescos a preços de nada.

Por outro lado, a mesma imprensa não tem nenhuma capacidade de construir. Por quase vinte meses semeou e regou a ideia de uma “terceira via”. E fracassou redonda e completamente.

Pior ainda, por estes seis anos cruzou os braços e fechou olhos para levar o país ao abismo econômico, político, social e administrativo.

Ingenuidade? Incompetência? Fanatismo? Difícil dizer. Podem ser apenas interesses. Afinal, a imprensa faz tempo parou de falar ou escrever sobre seus princípios e valores.

Em todo caso, é estranho que por quatro anos a imprensa continue se pautando pela infantil justificativa de que “é uma escolha difícil”. O jornalismo continua com a campanha da “polarização” dos “iguais com sinal trocado”.

O jornalismo vai mal, coitado.

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