A imprensa tradicional brasileira não faz arrodeios com as suas próprias grandes causas e na defesa dos interesses de seus maiores clientes anunciantes. Neste início da campanha de segundo turno, os grandes veículos de comunicação estão sendo objetivos e diretos: querem que Lula repita 2002, quando comprometeu-se com uma política econômica específica, exposta através de uma Carta ao Povo Brasileiro, articulada por um ministro (Antônio Palocci) e João Roberto Marinho, dono da GLOBO.
Agora, sem espaço para repetir a ideia da carta, o candidato é pressionado a “fazer um gesto ao Centro”, indicando antecipadamente o nome do Ministro da Fazenda e comprometendo-se com metas fiscais.
Até a prestigiada revista britânica The Economist entrou na campanha, propondo que Lula aproxime-se do Centro, mas já apoiando-o.
A imprensa não cobra metas de crescimento, nem de aumento de renda, nem de geração de empregos…nada. Só meta de superávit fiscal.
Leitores e audiência não percebem. Tudo é feito com certa sutileza.