O que a imprensa não dirá sobre os juros do Banco Central

A imprensa tradicional brasileira vai noticiar hoje por volta das 19 horas a decisão do Banco Central sobre as taxas de juros que passarão a ser pagas aos maiores e mais poderosos investidores, a taxa Selic, que inicide sobre os títulos da dívida pública interna. O juro encostará em 12 por cento ao ano. Como costuma acontecer, nenhuma análise crítica será feita e os comentários ficarão em torno de “confirma a expectativa do mercado” e pouco mais ou nada se acrescentará.

Assim acontece por duas razões mais prováveis: incompetência do jornalismo ou manipulação a favor de interesses.

O que poderia ser dito:

1. que o juro do banco central brasileiro é o que mais subiu em todo o planeta;

2. que juro alto atrapalha o crescimento econômico;

3. que juro alto atrapalha a criação de empregos;

4. que o juro para o consumidor brasileiro é o maior do mundo;

5. que juro alto só derruba inflação quando ela acontece por excesso de demanda;

5. que no mundo ocidental quase todos os países estão com juros baixíssimos, próximos de zero;

6. que nos EUA a inflação anual está acima de 6 por cento e só agora o FED (banco central deles) vai aumentar o juro de 0,25 por cento ao ano para 0,5 por cento ao ano.

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