O ministro Luís Roberto Barroso, que está na presidência do Tribunal Superior Eleitoral TSE, trouxe à lume a questão que em 2015/2016 dividia as opiniões na sociedade e na imprensa: “é golpe!!” e “não é golpe!”, referindo-se ao processo de impeachment da então presidente da República Dilma Roussef. O assunto voltou porque o ministro afirmou que o motivo então alegado (as famosas pedaladas fiscais, que sempre foram e continuam sendo toleradas) foram apenas um pretexto formal. O ministro disse literalmente que ela caiu pela “perda de sustentação política”. Ou seja, a consequência lógica da frase é evidente: foi golpe!
Entretanto, como em 2015/2016, a imprensa tradicional ignora e despreza o fato novo e a imprensa alternativa dá amplo destaque ao reconhecimento quase oficial e direto.
A questão acaba trazendo para a ribalta outras discussões: o jornalismo é a história do cotidiano? A imprensa é imparcial e isenta?