As decisões tomadas no âmbito do Supremo Tribunal Federal, mesmo que sejam parciais e ainda não definitivas, modificaram o ambiente político e mexeram com todas as peças do tabuleiro. Não deixa de ser curioso que as duas decisões pareçam a todos absolutamente óbvias e só colocam a questão de por qual razão não foram adotadas há três, há quatro ou há cinco anos. A reinserção de Lula no cenário e no debate político no ano que antecede as eleições presidenciais sugere um novo clima para os políticos, para os partidos e para a imprensa.
Para a imprensa a oportunidade é única, e não há segurança sobre qual será sua opção. A imprensa pode continuar fazendo só política e abandonar o jornalismo. Ou fazer bom jornalismo na política, na economia e na construção do futuro.