Polarização é a “palavra da vez” na análise política

A palavra “polarização” tem mil e uma utilidades no noticiário político da grande imprensa. No ano eleitoral de 2018 ela foi usada e explorada em favor de gregos e troianos, com os jornalistas sempre dando-lhe força e conteúdo. No começo, ela foi útil para fazer do Partido dos Trabalhadores (que venceu as 4 eleições de 2002, 2006, 2010 e 2014) como uma agremiação radical e não-democrática, mas também como o pai e a mãe da corrupção. Mais adiante, a ideia de polarizacão foi usada na “busca” do candidato da direita (ou do centro, já que o PT era tratado como a extrema esquerda). Num terceiro momento, ela foi usada para tornar “iguais” e “radicais’ os ois candidatos – Bolsonaro, do PSL, e Haddad, do PT

Se ela é muito usada no noticiário, mais ainda é exaustivamente empregada na análise política, agora para nivelar Bolsonaro com Lula que, solto, não sai do foco dos holofotes. E ainda faltam três anos para a eleição presidencial, embora haja, já no ano que vem eleições municipais.

A ideia de polarização, ressalte-se, pode ser absolutamente conveniente tanto a Bolsonaro, quanto a Lula, por mais diferentes que eles sejam.

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