Segundo turno com três candidatos. O jornalista e presidente da Academia Brasileira de Letras (!) Merval Pereira dá sua contribuição para o anedotário político brasileiro, hoje repleto de figuras e situações das mais bizarras.
O “imortal” propõe, em artigo publicado no jornal O Globo, intitulado “A livre escolha”, um segundo turno com os três candidatos mais votados no primeiro turno nas eleições para presidente da República deste ano. A informação está no portal Diário do Centro do Mundo (DCM)
Seria cômico se a intenção de Merval Pereira não fosse movida pelo mais rasteiro golpismo. Alguns já chamam de “golpinho” em face do absurdo da proposta. Ele não se conforma com o fato de o ex-presidente Lula ser o primeiro colocado em todas as pesquisas de intenções de votos feitas até o momento.
Por sua vez, não aceita a reeleição de Jair Bolsonaro. Quase como um soldado da Rede Globo, que parece rejeitar o presidente atual, Merval quer impor à força ao eleitorado a fracassada “terceira” via. As pesquisas demonstram esse fiasco. O ex-juiz Sérgio Moro, que nunca foi terceira via (era o bolsonarismo sem bolsonaro) já nem aparece nas pesquisas de intenções de voto. O ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes, que poderia ser uma opção, nâo atinge, em pleno mês de maio, a cinco meses da eleição, o segundo dígito nessas consultas. Oscila entre 8% e 9%. Qual o sentido desse segundo turno com três candidatos? Nenhum. É mais um casuísmo, dessa vez sob a marca do ridículo (PV).