Privatização é notícia, mas sem informação

As grandes redes de empresas de comunicação tratam a privatização como solução, independente de diagnostico, análises e discussões. Todos são a favor, mesmo que não haja qualquer informação. Exemplificando: todos são a favor da privatização da Eletrobrás, sem qualquer condicionante ou ressalva. Quem será o comprador? não importa. Qual será o preço de venda do controle? Não importa. Que percentual das ações será vendido? Não importa. Com que percentual fica o governo brasileiro? não importa. Quanto vale a empresa em bolsa? Não importa. Quanto vale a empresa numa troca de controle? Não importa. A privatizacão está sendo tratada como um dogma. E há um sentimento de urgência inexplicável, e potencialmente muito prejudicial, pois essa e as outras estatais brasileiras são empresas gigantescas, donas de ativos reais gigantescos e com fatia de mercado quase total no mercado brasileiro que é gigantesco.

Há poucos dias uma pequena instituição financeira, a XP Investimentos foi avaliada no mercado internacional por 15 bilhões de dólares. Então quanto vale o Banco do Brasil? E a Eletrobrás? E a Petrobrás?

A propósito: o ministro da Economia Paulo Guedes disse que “arrecadou” 100 bilhões de reais com privatizações em 2019. E o que ele vendeu? E a que preço? E o que foi feito do dinheiro?

Não tem ninguém interessado em alguma notícia sobre 100 bilhões de reais?

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