Jornalistas que atuam no rádio como analistas em programas políticos, esportivos e econômicos costumam usar algumas palavras de forma tão repetida que se tornam hábito e se transformam quase numa espécie de prefixo de suas participações. O fato ocorre mesmo com os mais rigorosos e experientes profissionais das grandes redes. “Olha” é uma dessas palavras que costumam abrir a fala até de figuras consolidadas como Míriam Leitão, Carlos Alberto Sardemberg e Merval Pereira, todos da Rede CBN de Rádio, controlada pela Globo. Ou de Reinaldo Azevedo, na Rede Band News, no programa O È da Coisa, em que ele é âncora.
Nestes tempos bicudos de corte de custos e redução das equipes de supervisão e controle de qualidade, os erros desse tipo se repetem por longos prazos. Uma outra prática ainda mais imprópria é o uso repetido da expressão “eu acho”. É pobre, para dizer o menos.