Quatro anos fugindo de jornalistas

O presidente da República, o deputado fluminense Jair Messias Bolsonaro, está se aproximando de concluir os quatro anos de mandato sem dar uma única entrevista coletiva, seja dentro do país ou no exterior. Sua assessoria costuma referir-se a “entrevista coletiva” quando o presidente comparece acompanhado de assessores, mas ele mesmo nunca se submete a ser efetivamente entrevistado. Mesmo entrevistas individuais em rádio e televisão, o presidente só aceita nas “emissoras amigas” (SBT, Record e Bandeirantes) e com “jornalistas amigos”, caso de Datena, da Band (este cada vez mais perto da política, cada vez mais longe do jornalismo).

Por isso, à Presidência cabe criar situações atípicas como o “cercadinho” e as “lives”, sem falar na terceirização para os três filhos e agora para a primeira dama.

O presidente Bolsonaro passa a impressão de ser lido incapaz do mais mínimo debate. E ontem ele informou que não participará de debates eleitorais no primeiro turno e sugeriu que no eventual debate de segundo turno as perguntas sejam apresentadas previamente. Não custa lembrar que ele fugiu de debates em 2018, mesmo quando recuperou-se da “facada”. 

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