Redes sociais também fazem pouco debate, todos breves, fragmentados e rasos

As televisões tradicionais nunca fizeram com uma continuidade mínima algum tipo de debate profundo é sério sobre questões relevantes para o país. Praticamente não há tempo e espaço razoáveis para educação, saúde, ciência e tecnologia, desigualdade, desenvolvimento.

O mínimo debate é raro, o que temos são entrevistas com personalidades interessantes, tipo Roda Viva (TV Cultura) e Canal Livre (Bandeirantes), temas variados e sem efetivo contraponto dos entrevistadores, que quase nunca parecem preparar-se devidamente.

As Redes Sociais sofrem duramente a pressão da sobrevivência e a busca da audiência parece ainda mais brutal que nos meios tradicionais. Pedem clicks, likes e pix. Se há o lado bom de ser um caminho de independência, há impactos negativos sobre a qualidade (por falta de recursos para investimentos, planejamento de médio e longo prazo, para ficar em apenas dois pontos).

Vale lembrar que as televisões abertas tradicionais são empresas privadas que recebem e administram uma concessão pública e deveriam objetivar o interesse da população mais do que apenas o sucesso de audiência e de resultados financeiros.

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