Salvar o país e os cidadãos ou salvar as reformas e as privatizações

A imprensa tradicional brasileira que hoje estranha o comportamento do presidente Jair Bolsonaro é a mesma que apoiou sua eleição, mesmo sabendo exatamente o que e quem ele era, o que fazia e o que não fazia, o que pensava e o que propunha em quase três décadas de vida pública marcada pela mediocridade, por dizer e fazer besteira e por não possuir rigorosamente nenhum mérito ou qualificação. Jair Bolsonaro sempre foi transparente e espontâneo, a imprensa é que se fez de boba para fingir que nada via de errado. O que explica este procedimento condenável da imprensa vai ficando mais claro à medida que o tempo passa e o desastre da queda no abismo vai se aproximando, seja na saúde, seja na economia, seja nas finanças públicas, seja na administração dos serviços públicos ou na imagem internacional do país – tudo sendo devastado.

Impressionam os movimentos contorcionistas de jornalistas experientes para manifestar surpresa, indignação e convicção democrática, enquanto só avança a destruição do Estado, da economia, do serviço público e da própria coesão social.

O comportamento da imprensa autoriza o questionamento: o que a imprensa quer salvar?

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