A imprensa tradicional continua mantendo interditado o jornalismo de alguma qualidade sobre os serviços de saúde no Brasil. Falar sobre o SUS, apenas quando inevitável, sempre rápida e superficialmente, de preferência sem análise e sem opinião. Aliás, depois de dois anos de pandemia da Covid, quando a população até aplaudiu o SUS das janelas, nenhum veículo de audiência relevante explicou o sistema único de saúde para a sociedade. Quase ninguém sabe sua história, seu tamanho, sua estrutura física, humana e financeira, seus números, seus méritos e seus problemas e limitações.
Entretanto, a imprensa já abriu suas páginas e microfones para o debate sobre o “open health”, que nada mais é do que a transposição do sistema “open banking” (de serviços bancários) para a saúde. Porta larga para as mais variadas formas de privatização do SUS.
A imprensa não para nunca de mostrar seu desprezo pelo bom jornalismo e algum apreço pelo legítimo interesse das maiores parcelas da população (os mais humildes).
Nesta terça-feira, 22, a Folha de S Paulo, o jornal “de mercado”, publica dois artigos a favor, um deles disfarçado de contra.