A Suprema Corte norte-americana e o organismo de educação da ONU juntam-se a 50 países e cada um deles avalia como estabelecer uma regulação capaz de frear os abusos cometidos em nome de uma pretensa defesa da liberdade.
Nesta semana, surgiu no noticiário a informação de que grupos profissionais com sede em Israel já interferiram nos processos eleitorais de dezenas de países, à margem da lei desses países e influenciando o resultado em troca de pagamento. O que se traduz em crimes contra a democracia e perversão da verdadeira liberdade.
As big techs são empresas enormes, altamente lucrativas, estabelecem-se em paraísos fiscais e ignoram leis locais. Também recusam-se a fazer controle de qualidade dos seus conteúdos e sempre encontram uma justificativa para diluir a responsabilidade de seus usuários e a sua própria. Terminam por agir contra o indivíduo e contra a comunidade, na medida em que ferem a democracia e escondem-se numa liberdade sem limite.
Uma sutileza: a Suprema Corte pautou formalmente a lei de proteção das big techs.