São praticamente cinco anos de intensa campanha da imprensa tradicional noticiando a retomada do crescimento econômico para logo ali, para logo adiante. A campanha deu suporte a reformas. Primeiro a Reforma Fiscal, que estabeleceu o Teto de Gastos por 20 anos. Depois veio a Reforma Trabalhista, fechando sindicatos e cortando benefícios dos trabalhadores e precarizando relações para baixar os custos do empregador. Logo em seguida, foi a vez da Reforma Previdenciária.
A cada Reforma, o anúncio apontava para volta do investimento, criação de milhões de empregos. era a tal propalada retomada da economia. E nada de relevante aconteceu, além do efeito de fundo do poço e dos pequenos voos de galinha.
A decisão da Ford tem a força dos fatos e desmente todo o lero-lero e toda a lenga-lenga da falsa retomada da economia.
Jornalistas e economistas tentam sofisticar a explicação para a medida drástica da multinacional. Mas a razão é simples — a montadora não acredita no Brasil.
Em tempo — a Ford chegou ao Brasil em 1919.