A dolorosa tragédia que machuca dezenas de milhões de brasileiros e que já se arrasta de forma mais dramática nos últimos anos, em forma de desemprego, fome e carestia, mobiliza muito menos as manchetes, as análises e as opiniões divulgadas na imprensa do que a oscilação das taxas de câmbio e do índice da bolsa de valores em um só dia. É um sinal da desproporção de força entre o “mercado” e a parcela da população que se localiza na parte mais baixa da pirâmide social.