Três fatos recentes evidenciam crise de qualidade na imprensa

O resultado na pré-eleição argentina amplamente desfavorável a Maurício Macri (expondo uma crise econômica aguda que estava abafada no noticiário), o caso da contaminação de mais de uma centena de praias por um óleo negro (semanas até ser noticiado e ter sua gravidade reconhecida) e a revolta popular no Equador (reação a um governo do mesmo estilo do argentino Macri) são apenas três exemplos mais evidentes da crise de qualidade que vive a imprensa brasileira – que tornou-se lenta, rasa, burocrática.

A longa onda de revelações do The Intercept só jogou luz sobre a questão, que segue sendo negada ou evitada. Neste domingo, numa reunião de ombudsmans, o diretor de redação da Folha de S Paulo admitiu o erro do jornal na cobertura da operação Lava-Jato, gesto elogiável.

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