TVs por assinatura usam clichês na análise política

As redes de televisões por assinatura, como Globo News, CNN Brasil e Band, principalmente, que colocaram em suas grades de programação vários horários destinados a entrevistas com convidados e especialistas e debates com seus colunistas e analistas sobre política, estão se vendo com limitação de vocabulário e o relógio andando devagar. Isso termina por obrigar os colunistas e entrevistados a alongar respostas e comentários, pois a pauta é curta e o tempo parece esticar.

Os debatedores, mesmo experientes profissionais, terminam por repetir exaustivamente os dados da própria pergunta e informações óbvias dos próprios eventos. Além disso, alguns clichês são usados de forma repetida, quase abusiva.

Eis algumas palavras que já viraram cansados clichês: bastidor, apuração, como se estas palavras por si sós valorizassem a informação. Eis o termo ao qual muitos apelam: “o que chamou minha atenção”, usado para destacar algum ponto do comentário.

Na Globo News, por exemplo, a jornalista Ana Flor é a campeã do uso da expressão “me chama a atenção”. Daniela Lima, da CNN Brasil, por sua vez, é especialmente apegada à palavra  “bastidor”.

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