primeira página dos jornais estampa a informação de que o déficit primário do Brasil em 2024 pode ter ficado entre dez e quinze bilhões de reais.
O resultado não parece trazer nenhuma surpresa para o governo federal, até porque o ministro da Fazenda passou o ano inteiro afirmando que a meta era zero. Confirmação deste número poderá ser obtida em fevereiro.
Este número representa um déficit primário de 0,1 por cento do PIB do país, cumprindo-se a meta do governo que tem no arcabouço fiscal uma tolerância de 0,25 por cento do PIB.
Jornalistas e economistas devem estar especialmente constrangidos, pois passaram o ano inteiro anunciando o desastre fiscal que apontaria para explosão da taxa de câmbio, aumento da inflação e elevação da taxa de juros. O Banco Central, por omissão, perdeu o equilíbrio e forçou a inversão das expectativas racionais: chancelou o estouro do câmbio. chutou para cima a taxa de juros e criou expectativa negativa para inflação. Este, sim, o desastre artificialmente fabricado pela presidência autônoma do BC.
E agora? Alguém será responsabilizado? O olhar se dirige ao Banco Central,
Quem alimentou o desastre? A parceria imprensa-BC-mercado.