Um pedaço ainda vivo do MPF tenta regatar a parte semi-morta

O Ministério Público Federal saiu do seu eixo e permitiu que maus profissionais atuassem à margem da lei, perdessem o vínculo com princípios e valores e corrompessem a boa imagem da instituição, construída nas duas décadas após o processo constituinte. Bastou que o MPF se envolvesse de forma desarrazoada com a política e com a mídia. Os jovens e inexperientes concursados e um ou dois procuradores aloprados fizeram o estrago.
A tragédia que agora se abate sobre o país é consequência dessa perda de norte e de limites.
Neste momento, uma parte ainda viva da instituição tenta salvar a outra parte semi-morta. Os fatos e as iniciativas que apontam nessa direção estão acontecendo, mas nem a mídia nem o parlamento parecem dispostos a juntar as peças e atuar no salvamento. Esses eventos reúnem pelo menos um ex-PGR e vários sub-procuradores gerais.
Enquanto isso avança mais uma peça demolidora contra o MP, o conjunto de sete terabytes de informações que a Polícia Federal liberou para a defesa de Lula.
O noticiário sobre tais ações só aparece nas redes sociais, em blogs mais independentes.

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