Verdade e mentira sobre estatais se misturam no noticiário e na opinião. Não é novidade essa cobertura.

Algumas estatais brasileiras têm uma peculiar resistência às campanhas de opinião negativa e destrutiva que contra elas fazem o próprio governo e a tradicional imprensa, impondo a elas uma imagem de ineficiência e de corrupção.

O caso do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico – BNDES é típico. Nos últimos anos, ao longo do governo Michel Temer e agora do governo de Jair Bolsonaro, fala-se e escreve-se insistentemente sobre a existência de uma “caixa preta” no banco. Os anos passam e nada de específico e concreto é identificado para comprovar. Na verdade, tudo indica que o BNDES tem uma gestão profissional e com rigorosos processos internos que garantem uma tramitação dos empréstimos em áreas diversas e depois submetidas a decisões coletivas que asseguram a lisura da concessão.

Outro caso bem evidente é a Petrobrás. No começo de 2016 a cotação das ações da empresa em bolsa estavam encostadas em quatro reais e isso apoiava as falas de jornalistas e economistas que diziam que a empresa era um desastre, que estava quebrada. Na verdade a Petrobrás passava desde 2012 por um ciclo de investimentos no pré-sal e no futuro colheria os enormes resultados. Tão logo, mudou o governo em abril de 2016, as cotações dispararam e hoje estão em trinta reais, o pré-sal tem potencial para produzir até seis milhões de barris por dia (o triplo do que produzia em 2012) e os preços do barril melhoraram em nível internacional. Em suma, a Petrobrás é uma das mais bem sucedidas empresas do mundo.

A Eletrobrás chegou a pagar uma assessoria de imprensa para criticar a própria empresa, foi noticiado em 2018.

Essas campanhas de opinião sempre antecedem movimentos de privatização e esvaziamento. Quem não lembra nos anos 1990 do elefante cruzando escritórios dessas empresas numa mensagem fortíssima do seu gigantismo. O BNDES está devolvendo centenas de bilhões de reais ao Tesouro Nacional. A Petrobrás está se desfazendo de campos de petróleo, de refinarias, de subsidiárias. A Eletrobrás está sendo avaliada para uma transferência de controle para mãos privadas. A conferir.

 

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