Num gesto que fica entre homicida e suicida, o presidente da República Jair Bolsonaro vetou trecho de lei aprovada no Congresso Nacional que obriga escolas, templos e presídios a exigir ou fornecer máscaras aos presentes nesses ambientes, numa atitude que direta e efetivamente coloca vidas humanas em jogo. O tempo que leva para que o Congresso derrube o veto ou que provavelmente o Supremo Tribunal Federal (por liminar monocrática) derrube a veto do presidente pode ser longo e causar morte e sofrimento, além de prejuíxos incalculáveis ao serviço público, ao orçamento e à saúde.
A reação da imprensa tem sido frágil e tímida. É preciso cobrar. É o mínimo que a sociedade espera de sua imprensa.